Terça-feira, 21 de Maio de 2013

Bifes de frango saltimboca

Num destes jantares a correr, em que se chega a casa às 19:10 e é suposto pormos o jantar na mesa às 19:30, sob pena de termos uma pirralha de 3 anos agarrada às nossas pernas, resolvi fazer algo muito simples, mas cheio de sabor – Bifes de frango Saltimbocca. Consigo imaginar o Senhor que inventou esta receita a revirar-se no túmulo, porque é um uso abusivo do nome, mas chamar-lhe ‘bifes de frango enrolados em presunto e sálvia’ era demasiado comprido para utilizar numa publicação e se calhar não tão apelativo! Vamos chamar-lhe um golpe de marketing, hehehe!

A receita original, pelo que sei, é feita com carne de vaca e depois de fritar os bifes é adicionado um pouco de vinho branco à frigideira para fazer um molhinho. Mas cá por casa estamos a tentar ‘comer melhor’ [leia-se dieta] e não há cá molhos no prato. E honestamente não se perdeu nada porque ficou mesmo delicioso. Aconselho a utilizarem um presunto bem sequinho e de boa qualidade.

Claro está que sobre a pressão do tempo lembrei-me logo de fazer arroz branco para acompanhar, para gaudio da minha filha Joana, ou mesmo uma massa. Mas seria demasiado simples e se o Jamie Olivier faz uma refeição completa em 15 minutos, também posso ser mais imaginativa. E ainda bem que fiz esse esforço suplementar, porque acabei por fazer duas saladinhas que ligaram muito bem e que nos ajudaram a manter na máxima do ‘comer melhor’.

Assim, a publicação de hoje, é mais ou menos ou três em um, à moda da Sónia!

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Bifes de frango Saltimbocca

[serve 4 pessoas]


Ingredientes:


Para os bifes:

- 4 bifes de frango grandinhos

- 4 fatias de presunto

- 4 folhas de sálvia

- 2 dentes de alho

- 1 folha de louro

- azeite e tomilho fresco qb

- alho em pó


Para as saladas:

- Rúcula, amêndoa, queijo parmesão, limão e 1 cogumelo castanho (Salada número 1)

- tomate, 1/2 cebola e 1/2 pepino, sal, azeite e vinagre (Salada número 2)


Preparação:

Tempere os bifes de frango com alho em pó. Enrole o presunto em torno do bife de frango (no sentido da largura) e coloque por cima a folha de salvia e prenda com um palito.

Numa frigideira coloque os dentes de alho com casca, o louro e uns raminhos e tomilho fresco. Deixe o azeite tomar um pouco do gosto e coloque os bifes a alourar. Retire quando estiverem lourinhos de ambos os lados. Deixe repousar.

Para a primeira salada, Passe a amêndoa em lâminas um pouco numa frigideira antiaderente sem gordura. Assim que estiver lourinha, coloque numa saladeira junto com a rúcula, lascas de queijo parmesão (utilize um descascador de batatas) e o cogumelo cortado em lâminas (sim, cogumelo cru é delicioso). Tempere apenas com umas gotinhas de limão.

Para a segunda salada, corte tomate, pepino e cebola em brunoise (parece um palavrão mas não é!), isto é, em cubinhos pequenos. Quase como se estivesse a preparar um gaspacho.. Tempere com sal, azeite e vinagre e sirva.

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Sábado, 18 de Maio de 2013

Ingrediente - porco.

Quem se lembraria depois de um longo dia de trabalho, em que o stress imperou ao ponto de já nem me lembrar do meu nome, de fazer um lombo de porco no forno????????? Sim, euzinha! Do cimo da minha insanidade mental destes dias em que só na cozinha alivio o stress… Claro está que a cachopa reclamou, claro está que o estômago começou a trincar o pâncreas de tanta fome que tinha, mas às 20h estávamos a comer, numa imensa corrida contra o tempo e contra o forno que não tem culpa nenhuma e anda, pois claro, à velocidade de sempre. Ainda que o ache mais lento aos dias da semana ou quando tenho pressa, hehehe.

E como sempre, é nestes dias mais cansados, que me lembro das maiores aventuras na cozinha… E claro que não me limitei a por o lombo no forno com um fio de azeite e alhos laminados, NÃO! Resolvi barrá-lo com mostarda, depois de o selar numa frigideira e depois cobri-lo com uma mistura de broa, alho e coentros. Às vezes acho que me deviam vergastar! Mas depois sentamo-nos à mesa, provamos e toda a ansiedade acaba e entramos em silêncio absoluto, um silêncio de quem aprecia um verdadeiro manjar. E se ainda pensamos que é a fome a falar, no dia seguinte voltamos a comer e continua igualmente bom, mesmo depois de aquecido…

Acho que esta é mais uma daquelas receitas que passará a constar do reportório familiar. Divinal!

Por tudo isto, achei que era uma óptima receita para participar na 'Escolha do Ingrediente' do blog Tertulia da Susy que este mês tem como anfitriã o blog A Madeirense Carla Sofia e o ingrediente 'Porco'.

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Lombo de porco com mostarda em crosta de broa, alhos e coentros

[serve 4 pessoas]


Ingredientes:

- 1 lombinho de porco com 1kg, mais ou menos

- 180 gr de broa

- 5 dentes de alho (5 gr)

- 20 gr de coentros (um raminho jeitoso)

- 30 gr de mostarda com sementes Savora (umas 3 colheres de sopa)*

- 6 cebolas pequenas

- azeite qb

- sal para grelhados da Casa da Figueira da Foz (Sal marinho, alho, alecrim e orégãos) qb


*em alternativa, pode utilizar uma mostarda sem sementes e adicionar-lhe duas colheres de chá de sementes de mostarda.


Preparação:

Tempere o lombinho com sal e aloure-o de todos os lados numa frigideira antiaderente com um fio de azeite. O objetivo é selar a carne e queimar parte da gordura que costuma envolver o lombinho. Como vai ser envolvido numa mistura de broa, se saltarmos este passo, o lombo ficará cru por dentro e a crosta demasiado queimada. Depois de estar lourinho de todos os lados, retire e deixe arrefecer um pouco.

Quando estiver mais frio, barre-o todo com mostarda.

No copo da Bimby coloque os dentes de alho, a broa, os coentros e uma a duas colheres de sopa de azeite e programe 10 segundos, velocidade 7. Verifique se precisa de um pouco mais de tempo Se sim, processe um pouco mais de tempo na mesma velocidade, já sabe que o tempo depende muito da qualidade da broa, da dureza da broa e até do tamanho das fatias que coloca dentro do copo (no meu caso, as fatias de broa não estavam muito partidas).

Pré-aqueça o forno a 200º.

Coloque esta mistura numa travessa e faça o lombo rolar. A mostarda servirá de cola.

Num tabuleiro de forno, coloque um fio de azeite, as cebolas cortadas em quartos e o lombo de porco ao meio. Se sobrar broa, pode colocar um pouco mais por cima do rolo.

Leve ao forno cerca de 30 minutos, mas vá vigiando. A meio, se quiser, dê cuidadosamente, uns golpes no lombo para que vá cozinhando mais uniformemente.

Sirva com uma salada de rúcula e tomate.


Alternativa de Preparação:

Tempere o lombinho com sal e aloure-o de todos os lados numa frigideira antiaderente com um fio de azeite. O objetivo é selar a carne e queimar parte da gordura que costuma envolver o lombinho. Como vai ser envolvido numa mistura de broa, se saltarmos este passo, o lombo ficará cru por dentro e a crosta demasiado queimada. Depois de estar lourinho de todos os lados, retire e deixe arrefecer um pouco.

Quando estiver mais frio, barre-o todo com mostarda.

Num robot de cozinha coloque os dentes de alho, a broa e os coentros e programe 10 segundos, velocidade 7. Verifique se precisa de um pouco mais de tempo Se sim, processe um pouco mais de tempo, já sabe que o tempo depende muito da qualidade da broa, da dureza da broa e até do tamanho das fatias que coloca dentro do copo (no meu caso, as fatias de broa não estavam muito partidas).

Se não tiver um robot de cozinha, pique os alhos o mais miudinho que conseguir, assim como os coentros e esfarele a broa. Junte tudo e una com uma a duas colheres de sopa de azeite.

Pré-aqueça o forno a 200º.

Coloque esta mistura numa travessa e faça o lombo rolar. A mostarda servirá de cola.

Num tabuleiro de forno, coloque um fio de azeite, as cebolas cortadas em quartos e o lombo de porco ao meio. Se sobrar broa, pode colocar um pouco mais por cima do rolo.

Leve ao forno cerca de 30 minutos, mas vá vigiando. A meio, se quiser, dê cuidadosamente, uns golpes no lombo para que vá cozinhando mais uniformemente.

Sirva com uma salada de rúcula e tomate.

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Sexta-feira, 17 de Maio de 2013

Mais kefir

As aventuras com kefir continuam. Ainda que não represente nenhum ciência exata, já que face às outras receitas que tenho colocado apenas varia o sabor que conjugo com o kefir, na verdade são apenas algumas soluções, algumas ideias, alguma inspiração para quem não sabe como beber o kefir.

E acreditem que todos os dias são dias de beber kefir; acabou por ser um hábito enraizado que foi, inclusive, validado pela nutricionista que acompanha o Mário. O que só pode ser um bom sinal, verdade?

Pois bem, desta vez, resolvi misturar banana e baunilha, pasta de baunilha. Como já algumas pessoas me perguntaram o que é, que aspeto tem e onde podem comprar, resolvi incluir na foto. Como se pode perceber, tem uma textura ligeiramente mais grossa que a essência e na verdade é feita com baunilha (ao contrário de algumas essências que são feitas apenas com corante). A pasta traz, inclusive, sementes o que, em minha opinião, acaba por dar um toque muito bonito. Claro está que quem não tem cão, caça com gato e se não tiverem pasta podem utilizar essência. Para quem é da zona de Lisboa, e quiser comprar a pasta de baunilha, pode fazê-lo na loja Ayur. Tem este e outros produtos muito interessantes.

Espero que gostem desta sugestão. Os pequenos almoços devem ser variados e são uma base essencial do nosso dia. Devem conter lacticínios, fibras e fruta. Se adicionarem sementes de linhaça, por exemplo, ao batido, conseguem num só copo ter um pequeno almoço completo. Pensem nisso!

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Batido de kefir, banana e baunilha

[serve 2 pessoas]


Ingredientes:

- 400 gr de leite kefirizado 24H

- 45 gr de banana (1/2 banana)

- 1 colher de café de pasta de baunilha

- 50 gr de mel


Preparação:

Coloque todos os ingredientes no copo da Bimby e programe 45 segundos, velocidade 7. Sirva de imediato ou leve em garrafinhas para o trabalho/escola.


Alternativa de preparação:

Esmague bem a banana e misture com o mel e a pasta de baunilha. Misture bem com o leite kefirizado (se tiver um liquidificador processe muito bem até obter uma bebida homogénea sem grumos). Sirva de imediato ou leve em garrafinhas para o trabalho/escola.

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Quinta-feira, 16 de Maio de 2013

Arroz de legumes e um passatempo.

Hoje trago uma receita simples, mas que não é por isso que é menos merecedora de um destaque no blog. Nem sempre há tempo para malabarismos, inspirações e ao contrario do que os meus camaradas de marmita acham, nem sempre estou inspirada. E quando a inspiração falha, normalmente refugio-me nas coisas simples. A verdade é que tento sempre variar bastante, porque nunca gostei de comer sempre o mesmo e porque acho importante corrermos a pirâmide alimentar e não ficarmos apenas por um dos estratos e por isso as possibilidades acabam por ser infinitas.

Num destes fins de semana recebi o meu sobrinho cá por casa e tendo duas crianças em casa mais do que nunca me empenhei em servir um almoço colorido, atraente que os cativasse a comer, que tivesse cheio de vitaminas... Coisas de mãe, eu sei! Mas queria aproveitar o efeito socialização em meu favor e que explica o facto de eles comerem alfaces e brócolos na escola e em casa recusarem tudo o que seja verde. Por isso, tendo o primo à mesa, achei que era um boa altura para testar a teoria.

Resolvi fazer uns bifes de frango com queijo e molho de tomate no forno e a acompanhar um arroz de legumes. Tinha acabado a receber os fantásticos arrozes da Orivarzea ao abrigo da parceria com o blog e achei que o Baby Rice era a escolha indicada. E não me enganei, não sei se do amor que coloquei neste arroz,não sei se do processo de socialização ou da extrema qualidade deste arroz impar, a verdade é que só ele podia ter sido a refeição, de tão apreciado que foi!

Por isso, achei que era uma boa escolha para participar no passatempo a decorrer no blog Receitas da Sedução. Espero que gostes Áurea.

Espero que aceitem o desafio e o experimentem porque fica fantástico e na verdade podem utilizar o mix de legumes que gostarem ou tiverem no frigorifico.

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Arroz de Legumes

[serve 4 pessoas]


Ingredientes:

- 1 cebola

- 2 dentes de alho

- 1 folha de louro

- uma lata pequena de milho de conserva

- 1 mão cheia de ervilhas congeladas

- 1 mão cheia de lombardo

- 1 mão cheia de cenoura cortada aos cubos

- 1 mão cheia de courgete cortada aos cubos

- 250 gr/ml de arroz Baby Rice Bom Sucesso

- 500 gr/ml de água a ferver

- azeite qb

- sal qb


Preparação:

Pique a cebola e os dentes de alho miudinhos e coloque num tacho ao lume com a folha de louro e um fio de azeite. Refogue até que fiquem transparentes, mas não deixe ganhar cor. Junte o arroz e deixe que o azeite incorpore bem o arroz.

Coloque água a ferver.

Junte os legumes ao arroz, com excepção do milho e junte a água. Tempere de sal a gosto e deixe cozer 8 minutos em lume brando, adicionando o milho mesmo no final do tempo. Depois de desligar o lume, deixe o arroz abrir por mais 2 minutos.

Bom apetite!

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Terça-feira, 14 de Maio de 2013

Limão... E um aniversario!

Há coisas que não têm explicação, em minha opinião. Porque razão há sabores que ligam tão bem uns com os outros? E outros nem por isso? Diria que o tema dá pano para mangas e o fórum certo seria, talvez, uma tese de doutoramento.

Sendo leiga nestes assunto, mais do que compreender porque razão este ou aquele sabores ligam, prefiro testar todas as combinações já dadas como certas e todas aquelas que ainda há a descobrir, porque este mundo da culinária, diria, é infinito e o limite é mesmo a nossa imaginação. No fundo é como quem conta um conto e lhe acrescenta um ponto… Nestas coisas da culinária é assim que funciona… Ajustar receitas ao nosso palato, como dizem os ingleses, fazer um twist da receita!

A certa altura dou por mim a pensar qual é então a receita original de cada receita? Faço-me entender? Qual é a receita original do ‘Bacalhau à Brás’? Será que o Sr. Brás a deixou escrita?? Será que o senhor dá voltas no túmulo sempre que decidimos simplificá-la ou perfilhar outras receitas que utilizem a mesma técnica, trocando o bacalhau por outros peixes, carnes, ou mesmo legumes?

Como diz uma amiga minha, eu sou um bocado ‘idiota’… Idiota de ter muitas ‘ideias’ e pensar muito nas coisas… E às vezes parece que voltei à idade dos porquês… Mas que estas dúvidas todas me assolam, lá isso não posso negar.

Assim como não posso negar o quanto adoro arroz doce… Não pelo arroz, não por ser doce, mas porque adoro a combinação do limão e da canela, mais um daqueles casamentos perfeitos… E por isso resolvi fazer um pequeno-almoço em jeito de gulodice… A transpirar aroma de limão e canela por todos os poros… Adoramos a combinação cá por casa e por isso não podia deixar de partilhar convosco esta refeição.

E especialmente com a Carla do blog 'Acção na Cozinha' que faz 3 anos de existência. Eu não quis faltar à festa. Por menos tempo que tenha tento sempre participar, porque se assim não for, que sentido faz haver passatempos? Claro está que o blog da Carla é uma das cozinhas que me inspira por isso nao poderia deixar de aplaudir de pé estes 3 anos fantásticos de receitas fantásticas. Não deixem de visitar.

Quanto às receitas, o Kefir acaba por ligar muito bem com o travo ácido do limão e a doçura e aroma da canela e atribui uma textura única e fofa às panquecas. Claro que o mel, liga tudo na perfeição… Seria bom que todos os pequenos almoços pudessem ser assim… Sem duvida a minha forma preferida de beber Kefir! Experimentem e digam o que acharam.

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Panquecas com kefir

[serve 3 pessoas]


Ingredientes:

- 1 ovo S

- 1 colher de chá de Becel líquida + qb para untar frigideira

- 1 colher de sopa de açúcar

- 1 maçã amarela ralada

- raspa de 1/2 limão

- 150 gr de leite kefirizado 24H

- 140 de farinha T55

- 1 colher de café de fermento para bolos


Preparação:

Misture o ovo com o açúcar e a manteiga. Junte a raspa de limão e a maçã ralada. Peneire a farinha e o fermento e junte à mistura líquida mexendo o suficiente para ligar. Coloque no frigorífico cerca de 15 minutos a repousar.

Aqueça uma frigideira antiaderente, untada com um pouco de Becel líquida (retire o excesso com um papel de cozinha). Com uma concha da sopa, deite colheradas de massa para a frigideira e deixe cozinhar em lume brando cada um dos lados. Estão prontas a ser voltadas quando começar a ver a massa a borbulhar no topo.


Nota: Sirva quentinhas com mel e amêndoa laminada. Mel de Portugal, claro!

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Kefir com limão e canela

[serve 2 pessoas]


Ingredientes:

- 400 gr de leite kefirizado 24H

- 35 gr de açúcar

- 1 casca de limão (só o vidrado, sem a parte branca)

- 1 colher de chá de canela em pó


Preparação:

Coloque todos os ingredientes no copo da Bimby e processe 45 segundos, velocidade 7. Sirva de imediato polvilhado de canela a gosto ou leve para o trabalho/escola em garrafinhas para beber a meio da manhã ou da tarde.


Alternativa de Preparação:

Rale um pouco de casca de limão (não em demasia senão fica demasiado ácido) . Junte ao açúcar, ao leite kefirizado e à canela e misture muito bem (se tiver um liquidificador processe um pouco). Sirva de imediato polvilhado de canela a gosto ou leve para o trabalho/escola em garrafinhas para beber a meio da manhã ou da tarde.

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Sábado, 11 de Maio de 2013

Uma tarte, 7 pecados!

Véspera de dia da mãe e ainda não decidi o bolinho que lhe vou fazer… Ofereci-lhe um livro com alguma antecedência, com o intuito de ser um presente de dia da mãe, mas queria dar-lhe mais qualquer coisa, mostrar-lhe que me lembrei do dia, porque não é por sermos mães que deixamos de ser filhas…

Os dias têm sido frustrantemente intensos, as horas parece que se transformaram em minutos e as solicitações das mais variadas origens têm-me atordoado na minha espécie de ordem diária [ténue e periclitante] de prioridades.

Se tudo isto já torna complexa a escolha, na verdade o palato da minha mãe é algo diferente do meu, ainda que doces sejam sempre doces, e ela seja uma das inúmeras fãs. A minha mãe gosta de coisas simples, tradicionais, saciantes. Eu adoro fazer experiências, misturar texturas, afastar-me claramente do tradicional. Pois… Vislumbrava-se uma escolha complexa…

Resolvi ligar-me à blogosfera e se há desígnios que não se refutam, o meu caminho foi dar ao blog Sabores com história, um blog que sigo há já algum tempo e que me prende toda a atenção. E os meus olhos aterraram na tarte perfeita, simples, mas com o aspeto de ‘come-me rapidamente, sem demora’ que pretendia. Estava decidida a receita. Era só uma questão de me organizar da parte da manhã, para que à tarde estivesse pronta para ser oferecida.

Mas mais uma vez os desígnios levaram-me noutro caminho… A minha avó ligou-me a dizer que o meu avô tinha ido para o Hospital no dia anterior e que precisava que a ajudasse com os medicamentos na farmácia… Fiquei sem manhã, sem disposição e com os radares apontados noutra direção…

Quando consegui que tudo estivesse estável e controlado eram já 16h e a minha mãe entrava pela casa a dentro… Estava a espalhar a base nas tarteiras. Claro que quando foi embora as tartes nem a meio estavam… Mas também não me descosi e não lhe disse que o objetivo era oferecer-lhas.

Eram 19:30 quando finalmente terminei as tartes. Estava orgulhosa do meu trabalho, muito orgulhosa e pedi ao Mário para levar uma das tartes a casa da minha mãe.

Quando chegou passámos à sessão fotográfica e depois à prova. E de sabor ultrapassou todas as expectativas… A prova de que ‘menos’ às vezes é ‘mais’. Nem sempre é preciso complicar, ou utilizar listas de supermercado de ingredientes. Às vezes as coisa simples são as melhores.

Quando olhei para as fotos que tinha tirado lembrei-me de imediato no passatempo que está a decorrer até 31 de Maio no blog Limited Edition.

O passatempo consiste em criar uma receita baseada nos 7 pecados mortais. E se esta tarte não encaixa em três ou quatro pecados, que outra encaixará??? De aspeto imaculado e inofensivo, é na verdade viciante e sorrateiramente capaz de levar um ser humano a pecar uma e outra vez, até que todas as migalhas tenham desaparecido.

O difícil, foi por isso, escolher o pecado…

Lembrei-me de concorrer com a ‘inveja’ já que assim que vi a tarte no blog da Liliana a quis só para mim… Mas, dado que o propósito era o ‘dia da mãe’ não me ficaria bem encaixá-la neste pecado.

Pensei então na ‘avareza’, porque apesar de as ter feito para oferecer, depois de feitas, tive dificuldade em partilhá-las… Eu sei… É um sentimento feio, mas é difícil resistir ao creme delicioso, à massa no ponto certo e aos morangos e maracujá a brilharem no topo da tarte… O chamariz perfeito para o avaro mais devoto.

Tudo porque esta tarte comete também o pecado da ‘soberba’. Enquanto era fotografada, exuberante no alto do seu pedestal, parecia que tinha o rei na barriga, que era a sobremesa mais vistosa e deliciosa criada pelo homem. Não anda longe, confesso, mas só porque me fez quebrar a dieta, apeteceu-me contrariá-la…

Lembrei-me então da ‘ira’… A certa altura senti-me capaz de cometer um crime se alguém ousasse roubar a última tarte do frigorífico. Claro está que para evitá-lo, comi a última e a penúltima (OPS!).

O salto para a ‘gula’ parece óbvio e natural… O impulso para devorá-las, de uma assentada só, esteve sempre latente. Uma vontade primitiva reprimida, mas depois da primeira dentada, esquecem-se os talheres e a etiqueta. Parece tarefa impossível evitar a vontade de as comer, simplesmente comer…

Foi quando fiz o desenho mental da ‘preguiça’… A cada dentada é como se o tempo me escapasse por entre os dedos, numa calma indulgente enquanto se trinca outro e outro pedaço, sem regras, num lambuzar espontâneo… Num momento sem pressa, só meu!

Mas, se tentar isolar apenas a essência da tarte, o seu sabor, o pecado que a melhor a descreve é sem dúvida a ‘luxúria’, é verdadeira pornografia culinária. Apesar do seu aspeto imaculado, singelo, inocente, é na sua essência uma receita singular, provocadora, sensual e erótica, capaz de levar ao prazer e à loucura quem dela prove. Os cinco sentidos em uníssono num caminho sem retorno, numa compulsão capaz de motivar os restantes seis pecados mortais. Numa só palavra – A Tentação.

Ainda que a receita não esteja na integra fiel ao original do blog Sabores com História, senti que era importante para mim, para além de dar os devidos créditos que dou sempre a quem de direito, receber a autorização da Liliana para participar com esta receita, já que foi ela que me serviu de inspiração. Autorização recebida, é com enorme orgulho que apresento esta receita que tanto sucesso fez cá por casa. Espero que gostem!

Ah! Já me esquecia… A minha mãe adorou!!!! E eu fiquei felicíssima!

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Tarte de morango e maracujá

(Faz 2 tartes de 24 cm, ou 1 tarte de 24 cm e 6 pequenas tartes)


Ingredientes:


Para a massa brisée:

- 50 gr de açúcar

- 45 gr de leite

- 2 gemas M

- 300 gr de farinha T55

- 150 gr de manteiga


Para o recheio:

- 1 litro de leite meio gordo

- Raspa de meio limão (só o vidrado, sem a parte branca)

- 1 pau de canela

- 120 gr de açúcar

- 6 gemas M

- 65 gr de amido de milho (@Maizena)

- 3 folhas de gelatina

- Morangos qb (usei uns 10)

- Maracujá qb (usei 2)


Preparação:

Pré-aqueça o forno a 180º.

Começando pela massa brisée, coloque o açúcar no copo da Bimby e pulverize 15 segundos, velocidade 7. Adicione os restantes ingredientes da massa e programe 15 segundos, velocidade 5.

Divida a massa ao meio e estenda numa superfície enfarinhada com o auxilio de um rolo da massa. Em alternativa vá pressionando com os dedos na base até que consiga tender e cobrir toda a superfície da tarteira. Pique com um garfo e leve ao forno 15 minutos. Findo o tempo, retire e deixe arrefecer por completo.

Prepare o recheio, coloque 900 gr/ml de leite no copo da Bimby, o pau de canela e a casca de limão e programe 8 minutos, 90º, velocidade 1. Findo o tempo, retire a casca de limão e o pau de canela.

Numa tigela hidrate as folhas de gelatina (em água fria) cerca de 5 minutos.

Numa outra tigela misture o açúcar com o amido de milho e junte as gemas mexendo bem com uma vara de arames para que não fique com grumos. Junte 100 gr/ml de leite frio e mexa uma vez mais.

Junte cerca de 1/3 do leite quente aromatizado, em fio, à mistura de ovos.

Entretanto, volte a programar a Bimby 8 minutos, 70º, velocidade 3 e vá adicionando aos restantes 2/3 de leite quente a mistura de ovos, em fio, pelo bocal do copo da Bimby. Findo o tempo, junte as folhas de gelatina hidratadas (sem a água) e programe mais 4 minutos, 90º, velocidade 3 para engrossar. Findo o tempo, retire e deixe arrefecer por completo.

Depois do recheio frio, distribua pelas bases de tarte e leve ao frigorifico no mínimo 2 horas.

Findo o tempo, lamine os morangos e distribua por cima. Abra os maracujás e distribua por cima dos morangos. Coma bem fresquinha.


Alternativa de Preparação:

Pré-aqueça o forno a 180º.

Começando pela massa brisée, misture os ingredientes secos numa tigela (utilize açúcar em pó, em vez de açúcar refinado). Adicione os ingredientes líquidos no centro e vá amassando aos poucos até obter uma massa lisa que não se cole aos dedos.

Divida a massa ao meio e estenda numa superfície enfarinhada com o auxilio de um rolo da massa. Em alternativa vá pressionando com os dedos na base até que consiga tender e cobrir toda a superfície da tarteira. Pique com um garfo e leve ao forno 15 minutos. Findo o tempo, retire e deixe arrefecer por completo.

Prepare o recheio, leve ao lume 900 gr/ml de leite com um pau de canela e uma casca de limão. Deixe aquecer, mas não deixe ferver.

Numa tigela hidrate as folhas de gelatina (em água fria) cerca de 5 minutos.

Numa outra tigela misture o açúcar com o amido de milho e junte as gemas mexendo bem com uma vara de arames para que não fique com grumos. Junte 100 gr/ml de leite frio e mexa uma vez mais.

Junte cerca de 1/3 do leite quente aromatizado, em fio, à mistura de ovos, mexendo sempre para não cozer.

Vá adicionando aos restantes 2/3 de leite quente a mistura de ovos, em fio, mexendo sempre. Junte as folhas de gelatina hidratadas (sem a água) e leve ao lume, muito brando, para engrossar. Estando pronto, deixe arrefecer por completo.

Depois do recheio frio, distribua pelas bases de tarte e leve ao frigorifico no mínimo 2 horas.

Findo o tempo, lamine os morangos e distribua por cima. Abra os maracujás e distribua por cima dos morangos. Coma bem fresquinha.

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Receita baseada na tarte de leite creme e morangos do blog Sabres com História.

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Sexta-feira, 10 de Maio de 2013

Bulgur e uma salada

O calor vai chegando amiúde e cá por casa as refeições mais leves começam a dar um ar de sua graça.

Confesso-me uma apreciadora de petiscos por isso, jamais poderia dizer que gosto de comer saladas… Saladas na verdadeira aceção da palavra, no seu lado mais tradicional de alface e tomate… Gosto sim de saladas gulosas, com texturas, com sabores acre e doces. Saladas que me saciem e que se calhar, feitas as contas, têm mais calorias que uma bela feijoada à transmontana… Afinal, “eu sou do tempo” em que as saladas são acompanhamentos e não refeições principais…

Por isso, é para mim um enorme desafio fazer-me comer saladas e escolher saladas que me agradem. Como gosto de desafios, lá fui, uma vez mais para a cozinha, experimentar novos ingredientes que me façam mudar de ideias em relação a estas refeições mais leves. E a cada descoberta de mais uma salada que me agrada, aos poucos vou mudando a minha opinião… É impressionante a evolução do nosso palato à medida que vamos crescendo, evoluindo. E neste campo, que evolução!

Desta vez saiu uma salada com bulgur. Acho que empresta uma textura muito interessante bem como um sabor a frutos secos que ligou muito bem, especialmente, com o vinagre de mel.

É também um prato fantástico para levar para o trabalho, para os aficionados da marmita como eu. Bom apetite!

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Salada de bulgur com legumes grelhados

[serve 4 pessoas]


Ingredientes:

- 1 chávena de chá e meia de água

- 1/2 chávena de chá de bulgur

- 1 pernada de hortelã

- 5 a 6 fios de açafrão

- 1 colher de chá de sal grosso

- 1/2 courgete

- 1/2 beringela

- 6 cogumelos paris

- 1 laranja

- 6 alperces secos

- 1/2 bolbo de funcho

- 1 maçã vermelha

- 1 mão cheia de rebentos de soja

- sal e pimenta qb

- azeite, vinagre balsâmico e vinagre de mel qb

- tomilho seco qb


* chávena com capacidade de 250 ml/gr


Preparação:

Comece pelo bulgur. Coloque a água com o sal, a hortelã e os fios de açafrão ao lume. Quando levantar fervura, adicione o bulgur e em lume brando, durante 15 minutos deixe o cereal cozer, inchar e absorver toda a água. Retire do lume e enquanto vai arrefecendo vá mexendo com um garfo para ir soltando os grãos.

Coloque um grelhador de fogão a aquecer. Corte a courgete e a beringela em rodelas (deixei a casca) e tempere com um pouco de sal e tomilho seco. Corte os cogumelos e o bolbo de funcho em fatias não muito finas, tempere a gosto e reserve. Retire o caroço da maçã e corte-a às rodelas (deixei a casca). Corte os alperces secos em cubinhos e a laranja em gomos, sem vestígios de películas brancas.

Quando o grelhador estiver bem quente, coloque a courgete e a beringela a grelhar e vire quando obter as marcas nos legumes. Retire e coloque os cogumelos e a maçã. Quando ambos os lados estiverem as marcas, retire uma vez mais e reserve. Coloque o funcho, temperado com um pouco de sal e tomilho seco e deixe murchar um pouco. Mesmo no final junte os rebentos de soja e salteie rapidamente. Retire e deixe arrefecer um pouco.

Numa saladeira coloque o bulgur já frio, os legumes e a fruta. Prepare uma vinagrete com o azeite e os vinagres (se não tiver de mel, utilize outro). Sirva a salada fresca regada com a vinagrete.

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